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Gostaria de deixar claro que o evangelho de Jesus Cristo é para mim motivo de honra,“porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”(Rm 1:16). Tenho, porém, a cada dia, mais vergonha do evangelicalismo pregado nos púlpitos de algumas igrejas e vivido por muitos de seus membros.

O espírito mundano tem assolado e impregnado as mentes e corações do povo de Deus, como um mal que se alastra em todos os setores da vida religiosa: doutrina, liturgia, fé e padrões de conduta. A tal ponto que muitos crentes sinceros, mas negligentes quanto ao conhecimento das Escrituras, têm se deixado enredar “pela astúcia de homens que induzem ao erro” (ef 4:14).


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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A honra ser osso dos ossos de um servo do Senhor!

(Post escrito por Paulo Brasil, do Blog http://atravesdasescrituras.blogspot.com.br




















"Osso dos meus ossos, e carne da minha carne

Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Gn 2:23

Sempre seremos desafiados ao tentar explicar o significado real das palavras quando estas emergem das Escrituras. Conceitos e palavras saídas dos lábios do Senhor exigem atenção, devoção e temor para levarmos todo seu desígnio aos homens.
Ao falarmos do Santo, estamos afirmando o que o Ele disse, o que Ele pensa e como Ele é e fará; grande é o desafio.
Um desvio nesse sentido compromete a tese, embota a argumentação e passamos a falar de nossa parte e não movidos por Ele.

Quanto mais no ambiente que estamos inseridos, nesse há desvios intencionais, percebe-se a necessidade da idéia paralela, quer de intelectuais com suas elucubrações sem fim, quer de pentecostais com seu pragmatismo insano. Emergem a cada instante novas formulações e experiências como normas vindas do Senhor. Neste modismo apóstata se encontram os conceitos que envolvem e orientam a família cristã. Não julguemos que haja supervalorização, mas realmente é um desafio produzir frutos dignos de arrependimento nesta questão. Mais que em qualquer outra área, os conceitos e princípios seculares tomaram as mentes religiosas dos salvos, permitindo o convívio com o promíscuo sem constrangimentos. Deveríamos, entrincheirados, conferir coisas espirituais com coisas espirituais, para assim, repudiar o liberalismo sutil que nos afaga e o legalismo soberbo que nos engana.

A psicologia secular passou a definir a conduta e valores e, muita vez, sustenta a “esperança” das famílias cristãs.

O que aconteceu? Apenas retornando ao ponto inicial onde tudo começou, passeando pelas campinas do Éden poderemos refrescar nossas mentes para contemplar a beleza e propósito de Deus para nossas famílias.


Estamos em Gn 2.18, frente à solidão de Adão, e Deus, compadecido, diz que não era boa. A solução divina permite ao homem uma nova dimensão, aprender a compartilhar em amor. Feito monumental do Criador coloca ao lado do solitário Adão sua auxiliadora bendita, Eva. Nosso pai compreende o que o Senhor fizera, sabe-se homem, e contempla sua mulher, obra das mãos do Altíssimo. Nela fixou os olhos e produziu o mais belo verso jamais feito, que traduz mais perfeitamente a palavra amor: ”Osso de meus ossos, carne de minha carne”. Estava, assim, amor introduzido na esfera humana. Sem a mulher não haveria o amor que conhecemos. Bendito seja Nosso Deus, pelas nossas esposas, filhos e pelo amor que temos. A idéia de ossos de meus ossos traduz a unidade de duas pessoas, são os primeiros passos em direção a constituição do núcleo familiar.

Deus em sua infinita sabedoria construiu assim o cenário para sua revelação. A revelação plena do Todo-Poderoso, para quem todas as coisas são. Eis o ponto central da odisséia universal: Deus revelando-se às suas criaturas santas. Pois, completa: “estavam nus e não se envergonhavam”. Um estado incompreensível, santidade a ser provada. Ambos em santidade gozavam do privilégio indescritível da comunhão com o SENHOR.

Deus os fez homem e mulher (Heterossexual); e um Adão para uma Eva (Monogâmico). O casamento em santidade e com o Santo Triuno por testemunha, eis o casamento no Senhor.

Contrário às expectativas de qualquer leitor, as trilhas santas do Jardim foram maculadas por aquele que experimentou toda a graça e bondade de Deus. Adão transgrediu, caiu em maldição, separou-se do Autor da vida. Aquele que fora objeto do amor de Deus, que experimentou o amor a Eva sucumbiu ao ter seu caráter testado. A influência externa da serpente, e a influência interna da vontade (ainda livre): boa para se comer; agradável aos olhos; e desejável para dar entendimento, levaram-no a transgressão.

Nossos pais experimentaram a mais profunda alteração que qualquer homem jamais foi submetido: privados do Senhor, mortais e errantes estavam inseridos na dura realidade imposta pela transgressão. Incapazes de reverter a morte que se lhes abateu, perceberam-se em toda extensão que a sentença poderia lhes lançar: “Certamente morrerão”. Perdeu-se o casamento no Senhor.

Mais uma vez objetos da bondade de Deus ouviram a promessa: “a redenção na Semente da mulher”. Iniciaram a trilha do pecado e da morte. Todos que saíram de Eva já não conheciam o Senhor, já não sabiam do amor, já não tinham o dispor que tiveram seus pais. Amantes do pecado, reféns da morte, inimigos de Deus rumavam pelas pradarias áridas de uma vida sem sentido. À noite em contos ao redor da fogueira ouviam da luz, da esperança, da vida perdida no Jardim de Deus.

Como resgatar a família que vivera no Éden? Apenas quando Deus lhes fosse favorável e vissem Aquele que deveria vir. A família santa criada por Deus que Adão entregou à morte seria resgatada para vida em Cristo Jesus. Nele aprenderiam de novo o amor, aprenderiam de novo o louvor, aprenderiam quem é o Senhor.

Voltariam a passear nas veredas santas do Senhor.

A luz da esperança perpetuada em redor daquelas fogueiras acendeu em nossos corações, podemos contar a todos que em Cristo aprendemos o amor, reconstruímos os nossos santos lares para vinda e revelação do Altíssimo.

Recitamos o amor: ”Osso de meus ossos, carne de minha carne”.


Ao Senhor honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade."