BEM VINDO

Gostaria de deixar claro que o evangelho de Jesus Cristo é para mim motivo de honra,“porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”(Rm 1:16). Tenho, porém, a cada dia, mais vergonha do evangelicalismo pregado nos púlpitos de algumas igrejas e vivido por muitos de seus membros.

O espírito mundano tem assolado e impregnado as mentes e corações do povo de Deus, como um mal que se alastra em todos os setores da vida religiosa: doutrina, liturgia, fé e padrões de conduta. A tal ponto que muitos crentes sinceros, mas negligentes quanto ao conhecimento das Escrituras, têm se deixado enredar “pela astúcia de homens que induzem ao erro” (ef 4:14).


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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Parte3- A história de Mary Jones


Lição de Incentivo a Missões
Titulo: Por causa de uma Bíblia
Autora: Mary Carter
Leitura: Sl 119:105 “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.” Classe: Primários e Juniores
Recursos Visuais: Apresentação em powerpoint/Uso de figuras de sites citados neste blog.


Continuação ...


Um sábado Mary se atrasa:
 Papai e mamãe ficam preocupados, ma ela chega radiante, pois recebeu de Deus a confirmação de que teria sua bíblia: ... esteve estudando com Sr. João, Mt 7:7 "pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á".

• O cofre fica pronto – e com 2 moedas. Que lindo som, já me sinto rica!

TRABALHANDO PARA COMPRAR A BÍBLIA

 Saiu para apanhar lenha. Enquanto pegava lenha ouviu um gemido e uma voz queixosa. D. Luíza - uma velhinha que morava próximo. Doente de reumatismo, sofria para apanhar lenha
 Encontra Mary e pede que lhe venda metade do feixe. Mary já ia lhe dar, quando lembrou do cofrinho e aceitou entregar-lhe a lenha por (0,10 centavos). Voltou para casa radiante: “desde que saí estive trabalhando para o cofrinho” .

Num sábado, D. Joana, lhe deu de presente: um galo e uma galinha para cuidar e vender os ovos. Admira seu entusiasmo para juntar o dinheiro da bíblia. Mary fica muito agradecida e feliz.
Volta para casa correndo para contar aos pais sobre o presente. Seus pais ficam comovidos com a generosidade de D. Joana e de como Deus tem abençoado sua Mary.

D. Laura – bonita, mas muito doente e com 2 filhas
• Mary voltava apressada da escola quando viu a filhinha de D. Laura sozinha na estrada, pois fugira pelo portão. Levou-a à sua mãe, que agradeceu muito e pediu se ela não poderia ajudá-la às vezes, pois passa tempos de cama e se preocupa com as crianças. Pede ajuda e promete pagar-lhe (seu marido não é pobre). D. Ana preocupa-se com tantos afazeres, mas não quer decepcionar Mary e concorda que ela ajude a senhora. Quando Mary volta da escola passa em D. Laura e banha as crianças, lava as roupas e passa a ferro, lava a louça e faz pequenos outros serviços – ganhava sempre (0,10 centavos).

• Muitas outras mães pediram ajuda de Mary. Nem todas lhe pagavam (0,10 centavos).
Algumas eram muito pobres e davam-lhe (0,05 centavos). Às tardes, ela passava juntando as crianças da vizinhança. Sentava na grama e contava-lhes histórias da bíblia. Era tanta sua fé e motivação que logo as crianças também amavam a bíblia e seus personagens: o menino dos pães e peixes, a menina que ressuscitou, a bondade de Jesus, seu amor pelo pecador ... Cantava salmos com as crianças – suas vozinhas ecoavam nas montanhas.

 Papai Jacó pede um favor a Mary, para ir a uma cidadezinha próxima (Towyn), comprar linha – ela atende com alegria. Mary não estava longe de casa quando tropeçou em algo pesado: UMA BOLSA. Pensa que quando chegar em casa, papai saberá o que fazer c/ ela. Depois de ½ km vê se aproximar um homem com os olhos fitos no chão, como procurando algo – é o fazendeiro, cunhado de D. Joana. Procurava sua bolsa que perdera há pouco. Mary a devolve – ele feliz e lhe dá (0,50 centavos).

• Aquele ano foi muito alegre. A cada semana moedas eram depositadas no cofre. Seu sonho, apesar de estar longe do valor, estava mais próximo no coração.

Completou 1 ano que Mary juntava o dinheiro ( 11 anos)
• Abriu o cofre, estava pesado, mas continha pouco valor. Mary quis ficar decepcionada, porém, D. Ana e Sr. Jacó a animaram. Ano que vem será melhor. Poderá vender alguns pintinhos e poderá aceitar costuras. Mary reanima-se e lembra a que sua bíblia pode ser como uma montanha: Mateus 17:20 “...se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte:
passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.”

• Antes de dormir, ora e pede a Deus que lhe dê forças e oriente nos trabalhos a fazer ano que vem, para aumentar as moedas. Agradece comovida e com fé.

No dia seguinte vai à escola – 1ª aula do ano
• O professor João chega cedo e conversa com Mary. Elogia o seu desempenho na escola. Pergunta-lhe se conhece alguém que possa costurar algo para sua esposa – umas cortinas – Mary responde que ela pode! Mary louva a Deus no coração e quase pula de alegria, vendo como Deus respondeu imediatamente sua oração. Conta ao professor da oração respondida. Conta do seu propósito de comprar a bíblia e como tem trabalhado todo esse tempo.
• Almoça na casa do professor e sua esposa D. Elena.

D. Elena – lhe dá costuras (0,50)
• Sai com uma trouxa de costuras: cortinas e colchas para fazer as barras.
• Chega em casa radiante e conta a mãe Ana como Deus respondeu rápido sua oração. O pai Jacó chega e elas lhe contam as novidades.

Vencendo as dificuldades
• Começa o inverno e Mary trabalha nas costuras, em casa, perto do fogo, para aquecer-se.
• Porém, o Sr. Jacó tosse muito e está muito fraco - asma. D. Joana também faz encomendas de costuras a Mary. Continua: apanhar lenha, cuidar das crianças, das galinhas. Também cuida da Horta de batatas sozinha.

O Sr. Jacó muito doente
• Sr. Jacó continuou doente todo o ano seguinte. Mary e D. Ana trabalharam dobrado. As economias não foram para o cofre e sim ajudaram nas despesas da casa. Também os ovos foram para a alimentação e não para venda. Naquele ano as economias foram pouquíssimas. D. Ana trabalhou dobrado no tear, fazendo tecidos. Mary faltou muitas aulas para ajudar a cuidar do papai.

Até que, graças a Deus, o Sr. Jacó se recuperou
• Tudo voltou ao normal. Mary pôde voltar às aulas. E o cofre voltou a receber as economias. Mary persevera em todos os seus trabalhos. Continua orando e confiando em Deus. E sonhando com o dia em que teria sua própria bíblia.

SEIS ANOS DEPOIS...
 Daquele dia em que Mary decidiu, por fé, que trabalharia para conseguir sua própria Bíblia...
Ela contou o dinheiro do cofre e o valor estava completo. Todos ficaram imensamente felizes e abraçaram-se emocionados e com os olhos cheios de lágrimas. Mas... o que fazer agora? Só existia Bíblia em Bala, com o Sr. Tomás Charles, a 40 Km.

Mary estava decidida: devo ir a Bala falar com o Sr. Tomás Charles.
D. Ana: "Mary querida, é perigoso se você for sozinha". Mary: Mas não irei sozinha! Jesus disse: Mateus 28:20 “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”
Papai Jacó : nós não podemos proibir sua ida depois de tudo que Deus permitiu que você conseguisse todos esse anos... Ele vai protegê-la no seu ir e vir. Eles oraram e entregaram a Deus a vida de Mary. A deixaram ir a Bala.

O CAMINHO
 Saiu bem cedo, descalça, para não gastar os sapatos. Levou só um pequeno lanche para não carregar muito peso. No começo ela sentiu um pouco de medo mas depois olhando para os montes lembrou-se do salmos 121 e ficou segura. Vez ou outra passava por uma casa e algumas pessoas a cumprimentavam. Uma garota se ofereceu para dividir o almoço com Mary, que aceitou agradecida. À tardinha, um velhinho lhe deu um copo de leite. Até que chegou à Cidade de BALA e foi direto para a casa de um pastor conhecido, Pr Eduardo, onde deveria passar a noite.

Depois de contar sobre a viagem e de jantar, foi para o quarto descansar. Só veriam o Sr. Tomás Charles no dia seguinte.

Mary, antes de dormir orou a Deus com fervor: Agradeceu a fé que a sustentou todos aqueles anos. A coragem de trabalhar. O amor pela bíblia. Foi dormir sonhando que no dia seguinte teria sua bíblia nas mãos.

Tão logo clareou o dia o Pr. Eduardo a chamou e eles foram à casa do Pr. Tomás Charles
 O Pr. Eduardo conta que Mary quer comprar uma Bíblia na língua galesa.
 O Sr. Tomás diz que só tem uma ou duas no armário, mas já estão encomendadas.
 Mary senta e cai num choro sentido. Começa a contar tudo que passou nesses últimos seis anos para juntar o dinheiro para comprar a bíblia. Quanto trabalhou sem cessar. E orou e confiou...

O Sr. Tomás, profundamente comovido, foi até a estante, pegou a bíblia e disse:
 Querida menina, outra pessoa ficará sem a bíblia. Porque essa é sua por direito. Você não voltará para casa sem ela.

OH! Sr. Tomás, não sei como agradecê-lo. Despediu-se muito feliz! Mary almoçou na casa do Pr. Eduardo com sua esposa. Mesmo já sendo tarde, resolveu voltar no mesmo dia. Tudo que Mary mais queria era mostrar aos pais sua nova bíblia. E compartilhar com eles aquela alegria.
 Deus tinha cumprido Sua promessa, como sempre faz.

 Já quase a noitinha, teve um pouco de medo e lembrou do socorro que vem do Senhor e ficou tranqüila.
 Papai e mamãe a esperavam na porta e aquela foi a melhor refeição que já tinham feito.
 Depois do jantar, Mary leu a bíblia para eles e oraram com grande júbilo.

 A história da menina Mary Jones ficou conhecida e comoveu a todos quantos a ouviram.
 Pessoas simples, querendo conhecer a Palavra de Deus e não tinham recursos para adquiri-la.

 Foi uma pequenina semente, que cresceu e deu frutos.
 Foram fundadas Associações para a impressão e distribuição de Bíblias para todo o mundo.

Hoje, a Bíblia de Mary Jones está exposta no museu da Sociedade Bíblica Britânica em londres.


Fim.

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