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Gostaria de deixar claro que o evangelho de Jesus Cristo é para mim motivo de honra,“porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”(Rm 1:16). Tenho, porém, a cada dia, mais vergonha do evangelicalismo pregado nos púlpitos de algumas igrejas e vivido por muitos de seus membros.

O espírito mundano tem assolado e impregnado as mentes e corações do povo de Deus, como um mal que se alastra em todos os setores da vida religiosa: doutrina, liturgia, fé e padrões de conduta. A tal ponto que muitos crentes sinceros, mas negligentes quanto ao conhecimento das Escrituras, têm se deixado enredar “pela astúcia de homens que induzem ao erro” (ef 4:14).


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Parábola do Semeador

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Parábola do Semeador
Texto: Mateus 13:1-23

Jesus usava parábolas para transmitir às multidões verdades que queria ensinar. Empregava figuras de linguagem, uma história terrena, simples, para ilustrar verdades divinas e profundas.

A parábola do semeador tem ensinamentos que ajudará a identificar quatro tipos de corações que ouvem a palavra e as características de cada um deles. A qual tipo de solo assemelha-se o seu coração?

O próprio Senhor assevera a necessidade de compreendermos esta parábola, pois, se lhe ignorarmos o sentido, talvez nosso coração assemelhe-se a um dos três primeiros solos descritos: “então, lhes perguntou: não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?” Mc 4.13.

Os evangelhos sinópticos (Mt 13:1-23; Mc 4:1-20; Lu 8:4-15) nos dão uma leitura complementar, permitindo melhor compreensão do que o Senhor queria ensinar. Assim, usaremos os textos de Mateus, e entre parênteses os textos dos outros dois evangelhos.

Quatro tipos de solos:
“eis que o semeador saiu a semear... à beira do caminho, foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso (sobre a pedra), onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se (por falta de umidade). Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram (com ela) e a sufocaram (e não deu fruto). Outra, enfim, caiu em boa terra (cresceu e produziu) e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. Dizendo isto, clamou: quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Porém, nem todos eram aptos para compreender-lhes o significado, pois isso era privilégio dos discípulos, os que estavam junto dele e lhe perguntavam e Ele lhes tinha dado o poder de conhecer os mistérios do reino dos céus. Pois aos demais o significado espiritual do que lhes falava permanecia oculto, assim como nos dias de hoje. Muitos são os homens e mulheres cultos, de muito conhecimento secular, que até conhecem os textos da Bíblia, mas cujo sentido espiritual lhes é totalmente oculto e nada sabem ou crêem a respeito da Salvação e vida eterna contidas em suas páginas.

Este é o sentido da parábola: O Semeador é todo homem, mulher ou criança que prega a Palavra. A semente é a Palavra de Deus e os solos são os ouvintes e os tipos de corações com suas características.
1. A beira do caminho
“a todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno (satanás, diabo) e arrebata o que lhes foi semeado no coração (para não suceder que, crendo, sejam salvos). Este é o que foi semeado à beira do caminho”.

Corresponde ao tipo de coração incrédulo
Caracteriza as pessoas que nunca foram regeneradas e continuam sendo escravas do maligno, entregues à sua própria justiça, egocêntricas, dominados pelos seus pensamentos (eu acho, mas..., não é bem assim...).

A literatura que lêem merece maior crédito do que a Bíblia. Estão mais preocupados com o que diz a psicologia acerca do comportamento humano, criação de filhos etc. Deleitam-se com programas de TV, com as amizades mundanas, priorizam a cultura secular.

São os incrédulos. O mundo inteiro jaz no maligno e trabalha ferozmente para desmerecer, desmentir a fé simples e pura do evangelho.

2. O solo rochoso
“o que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração (crêem apenas por algum tempo); em lhe chegando a angústia ou a perseguição (na hora da provação) por causa da palavra, logo se escandaliza (se desviam).

Corresponde ao tipo de coração religioso
Caracteriza a pessoa que um dia ouviu a Palavra e fez uma profissão de fé e por algum tempo esteve no meio do povo de Deus. Mas não têm raiz em si mesmos, crêem apenas por algum tempo. Sua fé está depositada na igreja, no pastor, nos irmãos, na liturgia, na comunhão com outros crentes, em experiências emocionais.

Esse coração recusa crer na Bíblia como a infalível Palavra de Deus, revelada sobrenaturalmente. Aceitam-na ou rejeitam de acordo com as suas conveniências, temas como: santificação, união, amor. Não ocorreu realmente uma regeneração, uma conversão verdadeira, mas tão somente reformas superficiais.

Desviam-se quando passam por sofrimentos pessoais, quando sofrem perseguição por causa do evangelho ou até por decepções com o comportamento de outros crentes (costumam se ofender, melindrar por causa de um erro). Por não obedecerem à Palavra estão constantemente envolvidos em murmurações, falatórios maliciosos, intrigas, contendas, causando mal testemunho na Igreja, em seus lares, trabalho.

São os tão decantados crentes "desviados". Nunca foram crentes. Muitos precisam continuar ouvindo a Palavra e ser objeto das orações dos santos, para que Deus tenha misericórdia de suas almas e um dia cheguem ao pleno conhecimento da Verdade.

3. Entre os espinhos
“o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas (as demais ambições e deleites da vida) sufocam a palavra, e fica infrutífera (os seus frutos não chegam a amadurecer)”.

Corresponde ao tipo de coração mundano:
Caracteriza aquelas pessoas religiosas cujos corações são sufocados pelos desejos carnais. É uma pessoa não regenerada que procura demonstrar uma aparência de piedade, mas não consegue dominar o próprio coração, posto que nunca deixou os cuidados do mundo – está constantemente imaginando, cogitando, aplicando a atenção e o pensamento neste assunto.

Seu coração é fascinado pelas riquezas – estas o subjugam como um encantamento – é irresistível, e sedutor. Essa pessoa possui um desejo forte de alcançar bens materiais ou que satisfaçam o amor próprio.

Ela vai estar mais interessada em usufruir o que a vida mundana tem para oferecer – cultura, música, roupas etc. O que é mais terrível é que são esses corações que estão dentro das Igrejas promovendo a apostasia, os desvios doutrinários, à vergonha do evangelho.

Alguns até chegam a dar fruto por um tempo, mas os seus frutos nunca amadurecerão.

4. Em boa terra
“mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende (recebem de bom e reto coração, retêm a palavra); este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um”.

Corresponde ao tipo de coração do crente:
Caracteriza uma pessoa que tem um coração regenerado. Viveu a experiência do novo nascimento. Recebe a Palavra como realmente é: divinamente inspirada. Retém a Palavra e medita em seus ensinamentos. A Bíblia é preciosa para sua vida, pois de fé em fé vai conformando a sua imagem à de Cristo, transformando suas atitudes para com o mundo incrédulo.

Compreende a vida cristã progressivamente, através do crescimento espiritual. Persevera, continua, sofre as aflições, as provações olhando para Cristo (Hb 12).

Que grupo caracteriza o seu tipo de coração? Se você se identificou com o coração religioso ou mundano, aproxime-se de Cristo com sinceridade, peça o perdão de seus pecados e receberá a Salvação (Jo 3:16).

Mas, se a Palavra já encontrou o bom solo de seu coração, que o nosso Deus seja glorificado com a sua vida.
Amém!




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